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O Blog das mil e uma coisas

Olá! Chamo-me Liliana e sou professora. Gosto muito de Prosa e nos meus tempos livres crio peças em Crochê de um estilo mais contemporâneo.

O Blog das mil e uma coisas

Olá! Chamo-me Liliana e sou professora. Gosto muito de Prosa e nos meus tempos livres crio peças em Crochê de um estilo mais contemporâneo.

Vida de professora...

Ando com o coração nas mãos.

Parece que os azares não param de suceder. São uns atrás dos outros.

Primeiro a lesão no meu marido nas férias. Escusado será dizer que estas férias foram péssimas. Ou melhor não as gozei como pensava. Mas pude estar com a minha pequena bebé e acompanhar o seu crescimento.

Agora o resultado das colocações dos professores que acabei por descobrir mais um azar. Fiquei de fora juntamente com milhares e milhares de colegas.

Sinto que a minha vida foi castrada.

Os sonhos e as expectativas de uma vida caíram por terra.

Tantos anos a estudar.  Esforço atrás de esforço...

10 anos da minha vida a leccionar para agora ficar de fora.

É tanto o descontentamento, a desilusão que por vezes me apetece ir para a assembleia da república gritar esses meus sentimentos.

Depois de trabalhar tantos anos afincadamente, decidi por fim ter um bebé. Com 33 anos já estava na altura.

Estão a brincar com as pessoas. Mais valia ter ficado de fora há muitos anos atrás para puder escolher outra profissão.

Sinto-me sem chão.

E sem palavras…

Projetos!

Olá a todos.

 

Tantas coisas aconteceram!

 

Ser mãe á a coisa mais linda que existe. 

 

A minha Juju está enorme e muito esperta.

Já diz muitas coisas. Continua a comer muito bem e o percentil manteve-se!

 

Adora estar na escola!

 

É uma bebé enérgica!
Quanto a projetos...
Depois do livros Heróis à moda de Lisboa, fui ainda convidada a fazer parte de uma antologia poética com o nome de "Audaz Fantasia".
Adorei a experiência e espero que hajam muitas outras de futuro.
Durante este ano ainda tive mais um convite, este mais ligado ao meu trabalho...
Uma editora procurou-me para saber a minha disponibilidade em produzir material para um livro educativo e de apoio ao estudo.
Brevemente irá sair nas bancas...

Pós-parto

Já passaram 10 meses...

 

E ser mãe é uma tarefa árdua, mas gratificante.

 

Depois do parto fiquei com os pontos da episiotomia e com algumas hemorróidas.

 

Foi díficil altrapassar esta fase que só consegui ultrapassar com a ajuda do meu marido.

 

 

Passadas duas semanas verificámos que a nossa bebé estava a emagrecer. Nem esperei outra consulta médica.

 

Optei por tirar leite através de uma máquina e como era de esperar não tinha assim tanto leite.

 

Comecei a entrar em stress. 

 

A bebé ficava saciada mas tinha perdido muito peso.

 

Sequei o leite com um medicamento específico, o que me custou horrores, pois o medicamento me fazia sentir enjôos, mau estar geral e prisão de ventre o que estava dificultar o tratamento com as hemorróidas.

 

Com calma e uma boa alimentação tudo se resolveu.

 

A bebé começou a mamar leite artificial mas muito pouco.

 

Desde sempre mostrou problemas em alimentação. Nunca mamou o que seria aconselhavél mas crecia bem, sempre no mesmo percentil.

 

Inicialmente sofri muito, chorei...

 

Mas lentamente fui-me habituando e acabámos por atingir um ponto de entendimento as duas.

 

Ela agora está muito crescida. Não anda e não gatinha mas é muito atenta, mexida e desde sempre se coloca de pé. Dá pequenos passos atrapalhados.

 

É uma bebé que dorme muito bem. Dorme no quartinho dela desde o segundo dia de vida. 

 

Raros os momentos em que faz birra para dormir. Dorme a noite toda há alguns meses e come muito bem a sopa e a fruta.

 

Adora pessegos. Papa devora e agora os iogurtes vai gostando. O leitinho vai mamando.

 

É uma bebé que não dá muito trabalho.

 

É uma benção.

 

 

Adoro ser mãe!

 

Vou deixar este cantinho para a ir buscar para vir mamar o leitinho...

Ser mãe!

Fui mãe de uma menina há um mês.

 

 

 

Tive uma gravidez santa pois não tive más disposições, nem problemas de maior.

Só mesmo no final da gravidez fiquei mais inchada e cansada.

 

 

Não há no mundo um sentimento comparável ao dar à luz. É algo indescritível ter um bebé nos braços, alguém que gerámos e que acarinhamos durante 9 meses.

 

 

Tive um pressentimento que a minha menina iria aparecer mais cedo que o esperado e realmente não me enganei. A gestação durou 38 semanas, menos duas que o normal, as 40 semanas.

 

 

O parto foi normal e o trabalho de parto no hospital durou 4 horas. Estive durante o dia a passear, a fazer compras e a descansar. Até fui almoçar fora. Custou um bocadinho, mas acho que a parte pior é mesmo o pós-parto. Levei pontos e fiquei com hemorróidas. A recuperação é que é mesmo pior.

 

 

Mas vale a pena para ter um bebé lindo, perfeitinho e o nosso futuro.

 

Um dia destes venho contar-vos as peripécias do pós-parto...

Tempo, tempo, tempo!

É incrível como tudo urge contra o tempo!

 

São as formações, são as consultas, são os testes de avaliação, são os convívios, são as sessões de esclarecimento das editoras, etc...!

 

Uffa!

 

 

Estou desesperada para que o mês de Março desapareça!!!

 

Ando a pensar na avaliação de professores.

Será que vale a pena fazer muito mais que aquilo que nos é pedido no nosso trabalho?

Fazer determinadas actividades que raramente, no dia a dia, as podemos fazer?

Considerar que num dia especial, onde vai ser observada uma aula, a turma que está à nossa frente vai reagir de forma negativa e "boicotar" o trabalho?

Fazer ou cumprir determinadas disposições na aula que normalmente não as fazes, por falta de tempo, pela turma não estar a colaborar, ou a escola não ter condições para tal?

 

 

Ou seja, avaliam-te erradamente, pois têm que seguir determinados princípios que nem mesmo eles os seguem nas suas aulas.

 

Ao fim ao cabo tudo isto é uma utópia. É uma "realidade" que não é a nossa.

 



 

O que é importante é a aprendizagem das crianças. Não este tipo de burocracias que só fazem perder tempo, que poderia ser utilizado para fazer outro gênero de actividades.

 

Imagine-se que por causa da avaliação, os professores avaliadores deixam de dar apoio educativo aos seus alunos. Afinal de contas, o que é mais importante, os alunos ou a palavra do ministério.

 

O problema não está na avaliação dos professores, mas sim na forma como esta se faz.

 



 

A maioria dos professores mais antigos está a tentar descartar-se desta tarefa árdua, avaliar os colegas. E percebo-os completamente!

 

O ambiente na escolas está de cortar à faca.

 

São os professores mais antigos que lutam por uma avaliação Excelente e alguns contratados que fazem de tudo por um lugar mais previlegiado.

 

Há de tudo!

 

 

E injustiças nem se fala! Eu já fui vitima de uma, a par de algumas colegas e fez-me sofrer muito, pois, algumas pessoas, deixam-se levar pela graxa e esquecem o profissionalismo.

 

 

E não falei nas maravilhosas acções de formação, que na sua maioria são dadas à balda, sem "rei nem roque".

O mais engraçado é que andam a cortar nas acções de formação creditadas e grátis.

Se é uma obrigatoriedade termos créditos é justo pagarmos do nosso bolso? E não estamos a falat em 20 euros. Mas de 100 euros para cima!

 

São Decretos-Lei que chegam constantemente à escola com mais uma facadinha.

Esta semana descobrimos que os colegas que se encontram a trabalhar à um ano, não saem do período probatório. Ou seja, estão sempre à mercê de uma avaliação menos positiva e ficam a ganhar o mesmo.

 

Há professores de primeira, segunda, terceira, ....

É triste.

 

Como a vida antigamente era muito boa para os professores decidiu-se castigar a classe. O problema foi mesmo o tipo de reformas efectuadas que prejudicam o aproveitamento dos alunos e o bom funcionamento das escolas. Passou-se do 8 para o 80 e neste momento já ninguém nos respeita.

 

Por isso penso seriamente em desistir da avaliação. Vale a pena?

 

Desculpem o desabafo!

 

Queremos união! Trabalho conjunto!

 

 

 

Sou eu??

Às vezes leio aquilo que escrevi e não acredito que consegui escrever aquelas palavras.

Algumas mostram tanto...

É como se me despisse para o mundo.

 

Aqui vai um poema da minha autoria...

 

 

"Ondas

 

Sabes o que sinto...

Um aperto por sentir

Que estás zangado.

 

Mas eu também tenho sentimentos,

 

Também me custa ouvir

aquilo que não quero ouvir.

 

Estou a ouvir música... imagino-me

numa praia deserta ao cair da tarde.

  

 

 

 

 

 

 

Estou sozinha a passear a olhar as ondas.

Estou descalça e sinto um formigueiro nos pés

sempre que toco com eles na água.

A minha roupa é branca cheia de véus compridos

que me tapam grande parte do meu corpo.

  

 

 

Mas de repente sinto uma presença magnífica.

É como se ela me tocasse e me fizesse voar mais alto.

Olho para trás

e um vulto aparecesse em frente à minha imagem.

  

  

Mas...conheço-o...é ele...

Es tu...

Sabes o que fizemos depois?

Tu foste embora

pois tinhas compreendido mal o meu silêncio.

Foste embora sem me compreenderes,

sem acreditares no meu amor...

E eu fiquei sozinha...

Olhei de novo as ondas

e estas pareceram gigantescas.

  

  

Recuei, e fugi da praia.

Na cabana encontrei uma carta tua.

  

  

Estavas a despedir-te de mim,

pois dizias ter cometido um erro... não li o resto

rasguei-a. Olhei a rua e tudo me pareceu feio.

Tinha anoitecido e estava sozinha...

Encontrei uma camisa tua e vi... o teu rosto desfigurado nela.

A tua imagem a desvanecer-se na minha mente.

Era como se um fogo consumisse a minha memória.

Encontrei-me na cabana de novo e vi-me sozinha...

Sai de casa e corri de encontro ao nada.

Vaguei pelas ruas e bati na tua porta.

Não estavas lá.

Fui aos sítios onde nos encontrávamos

e não te encontrei.

Encontrei pessoas de todas as cores,

mas quem eu queria eras tu.

Chorava e desistia de procurar.

De repente olhei em volta e estava numa rua escura.

  

  

Ao fundo havia um café.

Cansada como estava decidi entrar.

Pé ante pé, pedi um café e sentei-me numa mesa escondida.

Chorei aquilo que tinha para chorar.

E vi-me de novo sozinha...

Não tinha notado numa presença no café....

Olhei para trás e estavas lá.

Olhavas para mim com fúria.

Sai à pressa do café e corri pelas ruas.

Encontrei a praia e deitei-me na areia fria.

Adormeci.

Não dei conta onde estava,

até sentir na testa um leve toque.

Assustei-me e gritei.

Estava na praia.

Mas mais alguém estava comigo.

Eras tu.

Decidiste ficar comigo pois viste que estava sozinha e

compreendeste o meu olhar desesperado no café.

Olhei para ti e chorei.

Abraçaste-me, beijei-te e perdi-me nos teus lábios.

Olhei em volta e senti que era eu de novo.

Não estava sozinha.."

  

"Heróis à moda de Lisboa"... O que foi para mim!

Num dia normal recebi, via mail, uma mensagem surpreendente.
Tinha sido convidada por uma escritora, Maria Eugénia Ponte, para escrever um conto.
O melhor foi saber sobre o quê e como o devia fazer… sobre Lisboa e usando expressões populares ou vocábulos específicos. Fiquei logo curiosa com o Projecto.
Diariamente, utilizo diversas palavras populares para designar algo, assim como pessoas da minha família, como a minha avó.
Ainda por cima, algumas pessoas convidadas para o Projecto faziam parte do Book Crossing.
Isso ainda pesou mais na minha resposta.
Desde sempre, tive a necessidade de expor os meus sentimentos e pensamentos em palavras, era como me dava a
conhecer melhor. Poucas pessoas sabiam desse meu vício. Escrevia pequenos poemas em prosa e sonhava, sonhava…
 
Normalmente, tenho sempre a noção que nunca sou suficientemente boa para fazer o que quer que seja. Mas desta vez, achei que devia tentar. Pelo menos, tentar.
Na vida, há oportunidades que nunca voltam a proporcionar-se e já me aconteceu, perder ocasiões interessantes para fazer mais pela minha auto-estima e pela minha vida profissional.
É rumar ao desconhecido, por locais nunca antes conhecidos.
Com a ajuda do marido e dos amigos decidi dar início à aventura. Procurei termos lisboetas e depois de escolher as personagens, comecei a elaborar, na minha cabeça, um trama interessante. Fui de férias e levei o conto para outras paragens, à procura de inspiração.
 
 
Acabei por fazer um estudo prévio das personagens, assim como das palavras/vocábulos/expressões populares. Tal abriu-me a mente e as ideias fluíram melhor.
Talvez tenha escrito o conto em duas semanas, depois de muito ter pensado. Dou tudo de mim quando acho que vale a pena e não perco tempo!
Até saber se o conto sairia ou não, estive sempre com receio do meu não ser escolhido.
 
Estou muito feliz com esta oportunidade e agradeço do fundo do coração à Maria Eugénia Ponte, por me ter facultado toda esta experiência.
 
Espero que leiam este livro, pois vai valer a pena, quer para rir um pouco, aprender mais alguma coisa sobre Lisboa, recordar tempos antigos, identificar palavras e termos linguísticos populares engraçados e conhecer ou recordar personagens importante e/ou históricas.
 
 São imensos motivos para ficarem curiosos…
 
A partir de dia 25 de Novembro em todas as livrarias, mas já em divulgação.
 
Apresentação do livro, dia 6 de Novembro no Museu da Cidade em Lisboa, pelas 15h.
 
Conto convosco!

Um projecto em mãos...

Olá a todos!

 

Tive a honra de ser convidada por uma excelente escritora, Maria Eugénia Ponte, para escrever um conto que vai ser integrado num livro "Heróis à moda de Lisboa", da qual é coordenadora.

Inicialmente estava renitente em aceitar pois nunca tinha participado em algo do gênero.

Mas depois de muito pensar, achei que devia aceitar e lançar-me à aventura.

Aproveitei as férias para tirar algumas ideias e relaxar. Assim as ideias surgem mais espontaneamente.

O livro faz parte de uma colecção de livros.

Já foram publicados o "Heróis à Moda do Porto" e "Heróis à Moda do Alentejo".

 

 

 

Os contos que fazem parte de cada livro passam-se em cada uma das regiões e são utilizados diversos vocábulos e expressões populares típicas desses locais.

O projecto está a ser desenvolvido rapidamente e já conhecemos a maioria das pessoas que dele fazem parte. Tal aconteceu num encontro marcado para o passado dia 18 de Setembro pela coordenadora do Projecto. Pessoal simpático, humorado e bem disposto.

 

 

 

O livro que faltava. Os falares marginais de Lisboa no seu melhor: o “malandrim” lisboeta, a gíria das novas tribos urbanas, os pregões tradicionais, o calão dos becos e ruelas… tudo reunido numa obra única e com muito humor, onde os heróis são todos de Lisboa: desde Ulisses ao cidadão anónimo, passando por Santo Antón...io, Marquês de Pombal, Luciano das Ratas ou pela garina do shopping.
Se este livro fosse anunciado com os típicos pregões lisboetas, seria assim, certamente:
- Ó freguesa, mexa o cu que, pl’o preço de uma dúzia, leva mais três à borliú...
- Ó viva da Costa, ó pr’a eles a fazer caretas no jardim das tabuletas...
- Olha o rajá fresquinho! É pró bacano e pró bétinho!
- Olhó nogá! Quem perde é quem não está!
- Quentes e boas! Piadas e piadinhas prós meninos e prás meninas...
E porque Lisboa também tem falares e expressões muito suas, para que a paisagem portuguesa não fique a anhar, a freguesa e o freguês (que é como quem diz, o leitor) têm o Dicionário Alfacinha

 

Estamos todos muito curiosos com o resultado final pois acho que ficará extraordinário.

Darei notícias quando tiver novidades.

De qualquer forma, se quiserem saber mais vão ao blog:

 

http://heroisamodadelisboa.blogspot.com/

 

Mais uma férias e mais um país!!

Olá a todos!

 

Pois é, depois das férias tem que se fazer o rescaldo dos resultados.

 

A Suiça é um país fascinante, se bem que caro, pelo menos para o meu bolso.

 

Visitei diversas cidades, mas a que mais gostei foi Genéve.

É uma cidade muito cosmopolita e bem localizada, não fosse a presença do lago. As instituições como a Cruz Vermelha, A UNICEF e o Palácio das Nações Unidas, fazem desta cidade uma cidade de paz!

 

Genéve
A próxima cidade a visitar foi Lausanne. Deixou um bocadinho a desejar, mas verdade seja dita o tempo estava péssimo e não deu para ver grande coisa!
Depois de Lausanne ficamos com vontade de ir um castelo e nada melhor que visitar o castelo de Gruyére, perto de Fribourg. Uma beleza, pena foi estar a chover bastante!

As paisagens são deslumbrantes, com o seus campos relvados e bem aparados, tudo extremamente verde.

Os animais são uma presença assídua por todos o lado.

 

 

As pequenas povoações fazem-me lembrar o interior do nosso país nos tempos passados. Toda a gente trabalha na agricultura.

Temos também que ver que eles tem uma grande facilidade na lavoura, o clima!

 

 

Ao sair das cidades em direcção às montanhas, a envolvência do verde, dos animais e das temperaturas amenas fazem maravilhas.

Como ia no carro à pendura tirava fotos a todo o momento!!

 

Depois chegámos a Berna, a cidade dos Ursos. Até os vimos numa das encostas do rio que lá passa.

 

  

 

Depois rumámos a Basel, uma cidade fronteiriça com a Alemanha, onde fomos dormir! Parecia uma cidade sem grande importância, mas também muito bela!
Passamos em Laufenburg, uma povoação simpática. No alto, onde estava a torre de um antigo castelo viámos o rio e também Alemanha...
Muitos carros americanos vimos por estas bandas. Aqui está um exemplar!
Descemos a Zurique.. É uma cidade fantástica, com ruas cheias de comércio e como não podia faltar um lago maravilhoso.
Se querer passámos uma linda cidade, Luzern. Sobre o seu rio passa uma bela ponte em madeira, muito antiga.
A caminho de Interlaken, conhecemos Hergiswill. Uma povoação a beira lago. Paisagens lindas quer para o lago quer para a montanha. Neste momento começamos por percepcionar o Alpes!!!
A vista de um dos hoteis onde ficamos já de caminho para Genéve e nos últimos dias de viagem...
Queriamos ver mais um castelo e optámos por descobrir uma povoação medieval, estavayer-le-lac.
A experimentar!

Um convite inesperado!

 

Olá!!!

 

Amanhã vou viajar e lembrei-me de vir a este cantinho.

 

Este ano escolhemos a Suiça.

 

 

 

Quando voltar depois conto-vos como correu tudo.

 

Há uns dias fui convidada para fazer parte de um projecto que envolve a Cidade de Lisboa, contos e personagens cariatas dessa cidade.

 

Vou tentar criar um conto Lisboeta sobre a personagem "Zé do Telhado" e "Diogo Alves". Dois bandidos muito conhecidos em Lisboa.

 

 

 

 

Utilizarei diversas expressões populares Lisboetas e também um pouco de humor.

O objectivo final é juntarmos os contos que cada um dos membros da equipa irá fazer e serão compilados num livro.

Este será de grande valia pois estas expressões ainda não estão bem estudadas e ajudaria imenso os que estudam a história e a Língua Portuguesa.

 

Ando fascinada com a procura destas expressões, bem como na estruturação do conto.

Mas ando intrigada com algumas expressões, que já encontrei, pois não sei se serão mesmo verdadeiras.

 

- Afragatar-se– galantear, requestar alguém para atingir fins libidinosos.

- Alpinar- fugir

- Alambiques- pés que cheiram mal com o suor (colégio militar).

- altamar- nome dado à margem do Tejo, de Cacilhas à Trafaria

- Bairro Bife- bairro Alto

- Bate-sornas- gatuno que se dedica a roubar indivíduos que se deixam dormir na rua.

- Beateiro- indivíduo que percorre as ruas à procura de pontas de cigarro.

- Benzer- roubar

- Bibe – sobretudo ou gabardina

- Bidé- terrinha

- Bilargo- travessa

- Bordo- facada

- Botica do Xexé- local onde existe muita coisa, mas mal arrumada.

- Branca- lençol

- Broi ou Broia- boa

- Calcas- botas

- Cantar a cigana- estar bêbedo

- Carmoso- tostão

- Carrapata- ferida de cura demorada

- Carreira- camioneta que faz o transporte de passageiros (Estremadura)

- Burogaço- caruma (Estremadura)

- Castiço – castelhano

- Cecear- falar afectadamente à Lisboeta, pronunciando o S como Z ou os SS como c.

- Chá-de-fora- carne de vaca entre a alcatara e o pojadouro.

- Chão-grande- terreiro do paço

- Chibato- Preso delator

- Corcar- torcer

- Cravo- carvoeiro

- Derrete- galanteio (Estremadura)

- Desorinado- desorientado

- De uma figa- pessoa indispensável

- Embarcar- empurrar

- Engadanhado- ter as mãos tolhidas de frio (Estremadura)

- Esbroncado- desconfiado

- Escanência- comida

- Estampilha- bofetada

- Facha’vôr- faz favor

- Fraqueta- faca

- Gabedo ou gebaba- pancada no chapéu

- Gaita- pénis

- Garchinho- garfo

- Lega- patroa

- Macavenco- excêntrico

- Malva- chapéu-de-chuva

- Miomba- espécie de bife metido no pão

- Neta- água-pé

- Obras de Sta. Engrácia- Coisa que leva muito tempo a fazer, que perece não terminar. Teve origem nas celebradas obras de St-a Engrácia, igreja próxima da feira da Ladra, Campo de Sta. Clara, começadas em 1682 e que terminaram em 1966. Sta igreja deu origem nessa altura ao panteão nacional.

- Palheta- pá de apanhar o lixo

- Pandar- apalpar as algibeiras

- Panta- troca-tintas

- Pano de esfrega- a língua

- Pente- mocetona airosa

- Pinóia- bom negócio

- Vianinha- pãozinho fino e reduzido

- Volta dos tristes- passeio muito frequente dos lisboetas, ao domingo, de Lisboa a Sintra, Cascais e volta a Lisboa.

 

Ia pedir-vos ajuda para verificar se conhecem algumas delas.

 

E se puderem e souberem dicas para conseguir utilizar humor num texto.

 

Boas férias ou bom trabalho!